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1. Características técnicas

Equipamento necessário

Computador PC-IBM compatível, com placa gráfica (VGA, EGA ou CGA). O programa foi preparado para correr em ecrãs monocromáticos - dada a sua predominância nas escolas portuguesas - embora deva ser usado em computadores com ecrã policromático. O programa beneficia da presença de uma placa gráfica VGA, embora possa correr num computador sem placa gráfica, com algumas limitações que não comprometem de todo a eficácia do programa. A versão apresentada requer os seguintes ficheiros, indicados com a respectiva extensão:

Ficheiros Principais

Ficheiro Função
JOGQUI.EXE Arranque
SUBSQUI.EXE Jogo das substâncias
SUBSQUI.JOG Dados do jogo das substâncias
SUBSQUI.DAT Reclamações do jogo das substâncias
SUBSQUI.PNT Arquivo de pontuações do Jogo das substâncias
ADIVI.EXE Jogo das Adivinhas (programa)
ADIVI.TXT Jogo das Adivinhas (dados)

Ficheiros auxiliares

jogqui.pcx  
pcx.c  
pcx21.c  
certo.exe  
errado.exe  
jogqui.txt (texto do manual em ASCII)
log1.pcx
tubo1.put
tubo2.put

Instruções Gerais

Recomenda-se que o utente efectue uma cópia de salvaguarda da disquete com o programa.

Pode correr o programa directamente da disquete ou copiá-lo para um directório do disco duro.

Se o cursor estiver posicionado na disquete (A: ou B:) tecle JOGQUI premindo de seguida a tecla «enter». Se tiver copiado o conteúdo da disquete para o disco duro, posicione-se na directoria onde está o programa e tecle JOGQUI e «enter».

Premindo qualquer tecla surge o menu principal, a partir do qual pode escolher o JOGO DAS SUBSTÂNCIAS (teclando no número 1) ou o JOGO DAS ADIVINHAS (teclando no número 2). Tem ainda a possibilidade de sair do programa premindo a tecla «Esc» (ver fig.1)

Fig. 1 - Ecrã de apresentação do programa "Jogos Químicos".

NOTA: Se quiser jogar exclusivamente o JOGO DAS SUBSTÂNCIAS, poderá escrever (directamente do "DOS") SUBSQUI e «enter». Para jogar só o JOGO DAS ADIVINHAS escreva ADIVI ADIVI.TXT premindo «enter» de seguida.

A partir desta altura o manual divide-se em (I) JOGO DAS SUBSTÂNCIAS e (II) JOGO DAS ADIVINHAS.


I - JOGO DAS SUBSTÂNCIAS

2.1. Como funciona o programa

1.Teclando 1 entra no Jogo das Substâncias, a partir do ecrã de apresentação (fig. 1).

2. Aparecem então sucessivos ecrãs de explicação do jogo. Depois de ler a informação de cada um carregue qualquer tecla para continuar ou «Esc» para sair (figs. 2, 3 e 4).

FIG. 2 - Conjunto das substâncias em que o computador pode "pensar".

FIG. 3 - Elenco das perguntas a que o computador pode responder.

FIG. 4 - Sistema de pontuação.

3. De acordo com a fig. 4, deverá escolher um dos níveis, premindo 1, 2 ou 3. Recomenda-se que se comece com o nível mais fácil (1) e se avance depois para os seguintes.

4. Finalmente, o computador "pensa" numa substância e o ecrã adquire o aspecto da fig.5.

FIG. 5 - O computador já "pensou" numa substância...

5. Para fazer uma pergunta, basta carregar na respectiva letra e premir «enter» (diminui 1 ponto por cada pergunta).

6. Para arriscar qual a substância em que o computador "pensou", é preciso carregar no número respectivo e premir «enter» para confirmar (ganha 5, 8 ou 10 pontos, consoante o nível que escolheu, se acertar. Perde 2 pontos se a substância em que arriscou não coincidir com aquela em que o computador "pensou").

7. Para além de fazer perguntas ou de tentar acertar na substância em que o computador pensou, o jogador pode escolher uma das seguintes opções:

X - Continuar (o computador "pensa" noutra substância, mantendo a pontuação obtida até à anterior tentativa).

R - Recomeçar (o computador "pensa" noutra substância, recomeçando a pontuação a partir de zero).

Y - Desistir (o computador mostra o nome da substância em que o computador "pensou" - tornando-o brilhante - sem haver qualquer alteração na pontuação).

U - Reclamar. Por exemplo, o utilizador poderá achar estranha a indicação de que o butano não tem cheiro (associação 12-I), quando é sabido que uma fuga de gás doméstico se detecta pelo cheiro. Informa-se então que esse cheiro é devido a outras substâncias com enxofre na sua constituição (mercaptanos), deliberadamente associados ao combustível inodoro para facilitar a detecção de fugas. As reclamações que não se justificam terão como resposta no ecrã a frase: "Pensa melhor... e verás que não há qualquer dúvida neste caso".

De notar que as reclamações devem ser efectuadas no final de cada jogada e não a meio da tentativa de descobrir a substância. Depois de usar o livro de reclamações, o computador "pensa" numa nova substância.

FIG. 6 - Uma reclamação prevista no JOGO DAS SUBSTÂNCIAS

T-Terminar. Se escolher esta opção, o computador atribui uma pontuação (ponderando o número de jogadas que fez). Se a pontuação obtida estiver dentro das 10 melhores do nível escolhido, deverá escrever o seu nome e carregar em «enter», inscrevendo assim o seu nome no "Top-Ten".

De seguida poderá jogar outra vez (teclando "s") ou acabar o JOGO DAS SUBSTÂNCIAS (teclando "n"). Teclando na letra "c", limpará os nomes da lista dos Top-Ten (ver fig. 7).

De notar que a pontuação final corresponde a uma média dos pontos obtidos em sucessivas jogadas. Se a pontuação final for de 6 pontos, tendo o computador "pensado" em 3 substâncias, por exemplo, a respectiva média é de 2 pontos.

FIG. 7 - "Top-Ten" de pontuação.

A lista de substâncias, conforme a fig.2, é a seguinte:

1- água

2- cloreto de sódio

3- álcool etílico

4- sacarose

5- ferro

6- grafite

7- oxigénio

8- enxofre

9- dióxido de carbono

10- sulfato de cobre

11- mercúrio

12- butano

13- cloro

14- óxido de ferro

15- ozono

O conjunto de perguntas discriminativas, como se vê na fig.3, é como se segue:

A-É um sólido a 25° C?

B-É um líquido a 25° C?

C-É um gás a 25° C?

D-É muito solúvel em água (ou miscível com a água)?

E-Existe habitualmente em nossas casas?

F-É bom condutor da corrente eléctrica?

G-É combustível no ar?

H-É um composto formado por iões?

I-Tem cheiro?

J-É um sólido de elevada dureza?

K-É uma substância elementar?

L-Tem cor (sem ser branco, preto ou cinzento)

M-Tem brilho metálico?

A resposta "sim" do computador à pergunta A permite eliminar as hipóteses 1, 3, 7, 9, 11, 12, 13, e 15; de seguida, a resposta "sim" a D permite remover 5, 6, 8 e 14; a resposta "não" a H elimina as hipóteses 2 e 10, restando 4 (sacarose) para a substância em que o computador tinha "pensado". Como a cada pergunta utilizada corresponde 1 ponto negativo e à resposta certa correspondem 5 pontos positivos (num dos níveis de pontuação), a pontuação obtida no exemplo apresentado seria de 5 - 3 = 2. Qualquer tentativa de adivinhar que não tenha êxito é penalizada, como já foi referido, com 2 pontos negativos.

3. Conteúdos que abrange e relações com os currículos escolares

Com este tipo de jogo procura-se familiarizar o utilizador, de forma lúdica, com propriedades ou características das substâncias químicas, fomentando o seu poder de observação e de uso de informação, promovendo igualmente o domínio de critérios de classificação. Por outro lado, o jogador verá fortalecida a prática da conclusão fundamentada e desenvolverá o poder de decisão face a várias alternativas.

A eficácia de um programa desta natureza supõe uma adequada distribuição de elementos (sim/não), numa matriz de n substâncias por m "perguntas".

Uma versão preliminar deste "software" foi apresentada no "Encontro sobre Computadores no Ensino da Física" e da Química, realizado em Coimbra em Fevereiro de 1990, com a presença de cerca de 400 professores do ensino básico, secundário e superior.

A ilustração feita em sessão plenária gerou entusiástica participação dos professores. Esse interesse traduziu-se particularmente numa grande solicitação de cópias do programa para uso nas escolas.

De facto, dos vários programas apresentados, este foi de longe o mais solicitado.

Paralelamente, o programa foi testado em várias turmas do 3º ciclo do ensino básico, com a participação de cerca de 100 alunos. O entusiasmo revelado pelos alunos confirmou a reacção demonstrada pelos professores no referido encontro nacional. Foram numerosas as reacções de receptividade dos alunos reconhecendo o ensino da Química mais interessante e aliciante com estratégias desta natureza.

O elenco de substâncias e de perguntas torna o jogo explorável pedagogicamente com alunos da disciplina de Físico-Químicas, logo a partir do 8º ano de escolaridade.

4. Notas para o professor

A ideia deste jogo educacional com computador nasceu após algumas experiências integradas em acções realizadas por um dos autores em várias escolas secundárias para motivar os alunos para a aprendizagem da Química. Nessas experiências, uma equipa (2-3 alunos) pensava numa substância química e uma outra procurava adivinhá-la através de várias perguntas a que o primeiro grupo deveria responder. As perguntas deveriam ser judiciosamente utilizadas de modo a permitir adivinhar com o menor investimento de perguntas possível. Deveriam, pois, começar por ser suficientemente discriminatórias e continuar selectivas, não-redundantes e cada vez mais específicas. Foi elevada a receptividade dos alunos e positiva a avaliação dos professores quanto aos respectivos resultados pedagógicos, especialmente no tocante às capacidades de manipulação e organização de informação no domínio de critérios de classificação por parte dos alunos.

A estratégia do JOGO DAS SUBSTÂNCIAS é essencialmente a mesma, com o computador a substituir a equipa que escolhe a substância e a responder às perguntas do jogador. Naturalmente, o banco de dados criado no computador tem contornos muito mais limitados. Assim, por um lado, o número de substâncias possíveis foi limitado (15) e, por outro, as respostas foram "sim" ou "não", num número também limitado (13) de perguntas possíveis. Com estas limitações o jogo acabaria, porém, por ganhar maior eficácia sem prejuízo do valor pedagógico.

4.1. Livro de Reclamações

O carácter binário das respostas dadas pelo computador propicia a necessidade de esclarecimentos adicionais. Constituiu-se, assim, um "Livro de Reclamações" que pode ser chamado para esclarecer as questões que pareçam mais polémicas ao utilizador. Esta tornou-se também uma oportunidade para incluir informação adicional relevante do ponto de vista pedagógico. No "Livro de Reclamações" estão previstos esclarecimentos relativos às associações (elementos da matriz de 15 substâncias por 13 perguntas) seguintes: 1-C, 2-F, 3-C, 6-M, 7-D, 10-F, 10-L, 12-I, 13-D, 13-E, 14-H, 14-I, 15-E, 15-D e 15-I. Aqui deixamos ao professor a lista de reclamações do JOGO DAS SUBSTÂNCIAS:

1-C (A água existe na forma de vapor)

De facto, a água também existe na forma de vapor, portanto no estado gasoso, a 25° C.

No entanto, a essa temperatura é o estado líquido o estado físico de agregação "preferido" pela água contida num recipiente fechado.

2-F (O cloreto de sódio não é bom condutor da corrente eléctrica)

Só quando fundido, a quase 1000° C, ou em solução aquosa é que os iões do cloreto de sódio, movendo-se, permitem a condução da corrente eléctrica.

3-C (O álcool etílico não é um gás à temperatura ambiente)

De facto, o álcool etílico, ou etanol, também existe no estado gasoso, a 25° C. Por isso o detectamos pelo cheiro. No entanto, a essa temperatura, o estado líquido é o estado físico "preferido" pelo etanol num recipiente fechado.

6-M (A grafite tem brilho metálico)

Realmente, se experimentares polir uma barra de grafite, verificarás que ela apresenta um brilho idêntico ao dos metais.

Podes verificar o brilho da grafite nas extremidades das hastes dos "carros-trolleys", transportes públicos movidos a electricidade.

7-D (O oxigénio não é muito solúvel em água)

O oxigénio não é muito solúvel em água, mas o suficiente para a respiração dos peixes.

10-F (O sulfato de cobre não é um bom condutor da corrente eléctrica)

Só quando em solução aquosa é que os iões do sulfato de cobre, movendo-se, permitem a condução da corrente eléctrica.

10-L (O sulfato de cobre terá cor?)

O sulfato de cobre vulgar (hidratado) tem cor azul. O sulfato de cobre anidro (sem moléculas de água) é branco.

12-I (O butano não tem cheiro)

Realmente o gás butano não tem cheiro. Mas tu poderás perguntar:

Mas o gás butano é o gás que utilizamos em nossas casas e quando há uma fuga de gás nota-se um cheiro característico, não?...

...É verdade. Mas esse cheiro não provém do gás em si. As companhias de gás adicionam substâncias com enxofre na sua constituição para que as pessoas possam detectar as fugas de gás pelo cheiro dessas substâncias. O gás butano é de facto inodoro! O.K.!?

13-D (O cloro não é muito solúvel em água)

O cloro não é muito solúvel em água, embora se possa reconhecer a sua presença nas piscinas e na água da rede pública de abastecimento.

13-E (O cloro existe habitualmente em nossas casas)

O cloro não é muito abundante em nossas casas, mas existe habitualmente na água da rede pública como desinfectante e está presente na lixívia.

14-H (O óxido de ferro é um composto formado por iões)

Os iões em causa são o ião O2-e o ião Fe 2+ (ou Fe3+).

14-I(O óxido de ferro tem cheiro)

Experimenta cheirar um frasco no laboratório cujo rótulo seja "óxido de ferro". Ou até mesmo um prego com muita ferrugem... Verás que tem um cheiro característico...

15-D (O ozono não é muito solúvel em água)

O ozono não é muito solúvel em água mas o suficiente para poder usar-se como desinfectante de água.

15-E (O ozono não existe habitualmente em nossas casas)

O ozono não existe habitualmente em nossas casas...

Algumas moléculas de ozono existirão no ar que respiramos, mas em número pouco significativo...

Há um caso em que podemos dizer que existe ozono em nossas casas: sempre que se disponha de um ozonizador para desinfecção da água. Isto não é, porém, muito frequente.

15-I (O ozono tem cheiro)

Para sentires o cheiro do ozono , lembra-te dum cheiro característico de que te podes aperceber quando há trovoada.

Podemos ainda sentir o cheiro do ozono num ambiente em que existam muitas máquinas fotocopiadoras em funcionamento.

4.2. Matriz de respostas

A matriz de respostas para o JOGO DAS SUBSTÂNCIAS é a seguinte (legível com espelho):

5. Tópicos para o aluno

Podes consultar durante o JOGO DAS SUBSTÂNCIAS a seguinte "mini-enciclopédia das substâncias", que contém algumas ajudas:

Água

Os alquimistas diziam que a água era um dos quatro elementos fundamentais da matéria. Lavoisier, porém, identificou a água como uma substância composta.

Sabemos hoje que a água tem na sua constituição os elementos oxigénio e hidrogénio, o que se confirma na sua electrólise.

A água pode estar no estado sólido (gelo), ou ainda no estado gasoso (vapor de água). À temperatura ambiente e à pressão normal, como sabemos, a água está preferencialmente no estado líquido.

Entre as propriedades da água, líquido precioso e abundante no nosso planeta, deve realçar-se o facto de ser um óptimo solvente.

Sem água, é sabido que a vida não é possível ao Homem. Um litro de água pode custar mais do que um litro de gasolina, em alguns países árabes, por exemplo...

Cloreto de sódio

O cloreto de sódio é vulgarmente conhecido por "sal das cozinhas". O "sal das cozinhas", no entanto, não é cloreto de sódio puro, tendo incorporados, entre outros, sais de magnésio.

O sal ordinário encontra-se nos jazigos de sal-gema, uma rocha de onde se extrai a maior parte do sal consumido pelo Homem. Existe também dissolvido no mar, em concentração particularmente elevada no

Mar Morto (Palestina) e no Lago Salgado (Estados Unidos da América).

O sal extraído dos jazigos (ou do mar) tem água incluída nos seus cristais, o que pode ser detectado pelos ruídos registados por aquecimento, quando essa água se evapora.

Usado na alimentação e na conservação dos alimentos, o cloreto de sódio é uma importante substância na vida do Homem.

Álcool etílico

O álcool etílico ou etanol é vulgarmente conhecido como álcool.

Na sua constituição química entram átomos de oxigénio, hidrogénio e carbono. O álcool etílico faz parte de uma família de compostos químicos mais vasta, os álcoois, da qual também faz parte o conhecido álcool metílico (que é vulgarmente usado nas lamparinas dos laboratórios). Miscível com a água, o álcool etílico é um óptimo solvente. Pode funcionar como combustível e forma-se na fermentação dos frutos e cereais (lembra-te do fabrico do vinho e da cerveja). Diz-se, com razão, que "o álcool pode subir à cabeça"...

Sacarose

A sacarose é o açúcar vulgar. É o hidrato de carbono mais abundante da natureza e encontra-se presente de modo particular na beterraba açucareira e na cana de açúcar.

A sacarose é das poucas substâncias que se pode provar em laboratório e verificar o seu sabor (bastante doce).

Por fermentação enzimática do melaço (obtido por cristalização da sacarose) pode produzir-se álcool etílico. A este facto não é alheia a opção do governo brasileiro, em face das grandes áreas agrícolas de cana de açúcar, de incentivar a comercialização de "carros a álcool".

Ferro

O ferro é o 4º elemento mais abundante da crosta terrestre. Em particular, encontra-se no núcleo da Terra. O estudo de alguns meteoritos mostra que o elemento ferro também existe noutras partes do sistema solar. A Hematite, a Magnetite e a Limonite, são alguns dos minérios que contêm ferro. O metal ordinário é relativamente impuro. O ferro puro, curiosamente, tem cor branca e é brilhante como a maioria dos metais. Normalmente, o Homem usa o ferro num estado impuro, ou misturado com outros metais, nas chamadas ligas metálicas. O aço é uma liga de ferro e carbono.

Grafite

A grafite é constituída por átomos de carbono dispostos em cristais de uma forma particular. Tem cor negra e é brilhante.

Curiosamente, também o diamante é composto exclusivamente por átomos de carbono, mas os cristais de diamante têm uma disposição diferente. Por isso a cor, a dureza e outras propriedades são muito diferentes no diamante e na grafite. Há pouco tempo, descobriram-se formas de agregação do carbono diferentes da grafite e do diamante. A molécula C60, que parece uma bola de futebol, é um exemplo.

A grafite tem a particularidade de ser infusível, isto é, nunca se encontra no estado líquido, sendo de 3700° o seu ponto de sublimação (temperatura à qual passa do estado sólido a gasoso).

Em Portugal, explora-se grafite nas minas de Castro Daire, perto de Viseu, mas pode obter-se grafite sinteticamente a partir de alcatrões da hulha e do petróleo.

Oxigénio

Descoberta por Priestley em 1774, esta substância, gasosa à temperatura ambiente, é vital para os seres vivos, estando presente no processo de respiração do corpo humano. O elemento oxigénio, a partir do qual se constituem as moléculas diatómicas da substância oxigénio, é o mais abundante da crosta terrestre. O oxigénio pode obter-se do ar por liquefacção ou também através da electrólise da água.

Outra forma de obter oxigénio em pequenas quantidades é a partir do peróxido de hidrogénio (água oxigenada).

Enxofre

O enxofre é muito abundante na natureza. Para além da substância elementar enxofre, os átomos de enxofre estão presentes em muitas substâncias compostas como na pirite, um mineral que também tem ferro. À temperatura ambiente, é uma substância sólida amarela, com um cheiro característico.

O enxofre é uma substância não-metálica que, reagindo com o oxigénio do ar numa combustão, dá origem a óxidos - os óxidos de enxofre. Estes óxidos, dióxido de enxofre ou trióxido de enxofre, dão origem a ácidos por reacção com a água. As chuvas ácidas têm, entre outras causas, a libertação de óxidos para a atmosfera de substâncias sulfurosas (que contêm enxofre) por parte de diversas indústrias, como a da pasta de papel.

Dióxido de carbono

Produto da respiração do Homem e de diversas combustões como a da gasolina, o dióxido de carbono é uma substância extremamente abundante na natureza.

À temperatura ambiente, o dióxido de carbono é um gás incolor.

Podemos ter, porém, dióxido de carbono sólido, vulgarmente chamado "gelo seco", que em contacto com o ar a uma temperatura normal, dá origem a uma densa nuvem de vapor de água condensado, facto pelo que pode ser usado para efeitos especiais em certos espectáculos. Ultimamente fala-se muito da contribuição do dióxido de carbono proveniente das indústrias humanas para o "efeito de estufa", isto é, o gradual aquecimento da atmosfera do nosso planeta.

Sulfato de cobre

O sulfato de cobre existe mais vulgarmente na forma hidratada, isto é, em cristais que, para além de sulfato de cobre, têm moléculas de água. O sulfato de cobre anidro, sem moléculas de água, é branco (ao contrário do sulfato de cobre hidratado que apresenta uma cor azul).

O sulfato de cobre é um composto formado por iões (o ião cobre e o ião sulfato) e usa-se bastante como pesticida, particularmente na conhecida "calda bordalesa" que combate os fungos da videira e da batateira.

Mercúrio

O mercúrio é um metal líquido à temperatura ambiente, fundindo logo à temperatura de -38,9 °C. É, aliás, o único metal que se mantém líquido a uma temperatura inferior a 0 °C. Por reacção com o oxigénio, o mercúrio oxida-se ficando na forma de óxido vermelho de mercúrio, HgO. Vapores de mercúrio estão presentes em algumas lâmpadas fluorescentes. O metal é também usado em larga escala na indústria de equipamento eléctrico e de instrumentos de controlo. Os termómetros que vulgarmente temos em nossas casas têm mercúrio no seu tubo interior. Graças ao seu elevado coeficiente de dilatação, o mercúrio sobe visivelmente quando aumenta a temperatura do ambiente onde está o termómetro.

Butano

O butano é um hidrocarboneto, composto constituído por átomos de carbono e hidrogénio. Encontra-se no petróleo bruto e é o combustível utilizado no tradicional "gás das cozinhas". Nas garrafas de gás que compramos, está no estado líquido, mas passa ao estado gasoso assim que entra nos tubos do fogão ou no circuito do esquentador. Reagindo com o oxigénio do ar, no processo normal de combustão, emite grande quantidades de energia, com formação de dióxido de carbono e vapor de água.

Cloro

O cloro é um gás à temperatura ambiente, com um odor penetrante quando se enala, que se deve evitar. Podemos detectar o cheiro do cloro durante a libertação deste gás no eléctrodo positivo duma electrólise de solução de cloreto de sódio, por exemplo. O cloro é muito reactivo. A -34,6 °C, porém, armazena-se na forma de "cloro seco" em garrafas de aço: só nessas condições é que o cloro não ataca os metais. O cloro pode obter-se por oxidação do ácido clorídrico. Substâncias com cloro na sua constituição e o próprio cloro gasoso são usadas frequentemente com fins sanitários, na desinfecção de piscinas e no tratamento de águas, bem como no branqueamento de fibras e como descorantes de alguns materiais.

Óxido de ferro

O óxido de ferro é o resultado da reacção do ferro com algumas substâncias que contenham oxigénio. Da reacção do ferro com o oxigénio do ar ou da sua reacção com água, com efeito, resulta óxido de ferro. Este composto iónico, associado a moléculas de água, é vulgarmente conhecido por "ferrugem". O óxido de ferro, ao contrário dos óxidos de vários outros metais, não é solúvel em água. A bactéria que está na origem do tétano, aloja-se com preferência em locais em que haja grandes quantidades de óxido de ferro. Por isso, mesmo quando estamos vacinados contra aquela doença, devemos recorrer ao médico se tivermos uma ferida devida a algum metal enferrujado.

Ozono

O ozono é um gás abundante nas altas camadas da estratosfera e pode obter-se do oxigénio por descargas eléctricas. Este gás de cor azulada tem vindo a ser muito discutido nos últimos tempos. Tem a particularidade de absorver as radiações ultra-violeta. Assim, o ozono da estratosfera filtra a radiação solar, evitando que radiações solares demasiado energéticas cheguem à Terra e prejudiquem a vida no nosso planeta. Acontece que alguns produtos enviados para a atmosfera pelo Homem, entre os quais se destacam os clorofluorcarbonetos (CFC), reagem com o ozono, provocando aquilo a que vulgarmente se chama "o buraco na camada de ozono".


II - JOGO DAS ADIVINHAS

2. Como funciona o programa

1. A partir do ecrã de entrada de "Jogos Químicos", teclando em "2", entra dentro do JOGO DAS ADIVINHAS.

2. Uma vez dentro do programa, não terá qualquer dificuldade em continuar desde que tenha em atenção as indicações do programa.

3. Sempre que terminar a leitura dum ecrã, carregue em qualquer tecla para continuar.

4. Poderá abandonar o jogo a qualquer momento, carregando na tecla «Esc».

5. Uma dada adivinha aparece no monitor. Depois de pensar, o jogador pode tentar adivinhar qual é a respectiva solução. Deverá escrever a resposta, premindo de seguida a tecla «enter». Se acertou, aparece no monitor a expressão "correcto", devendo carregar em «enter» para a adivinha seguinte. Se errou, o computador "lamenta", aparecendo uma figura animada, o «Zé Proveta». Nesta circunstância, poderá arriscar de novo ou optar por passar à adivinha seguinte. Se fizer esta última opção, o computador apresenta-lhe a resposta correcta (fig. 1).

6. Um sistema de pontuação acompanha o programa, atribuindo 1 ponto por cada resposta certa e -1 ponto por cada resposta incorrecta.

FIG. 1 - Uma fase do JOGO DAS ADIVINHAS.

3.Conteúdos que abrange e relações com os currículos escolares

O JOGO DAS ADIVINHAS destina-se essencialmente aos alunos do 8º ano de escolaridade e abrange os seguintes tópicos de Química:

- Substâncias químicas e misturas.

- Métodos físicos de separação.

- Substâncias elementares e substâncias compostas.

- Símbolos e fórmulas químicas.

- Constituição da matéria.

- Reacções químicas.

De notar que o programa não contempla os tópicos acima referidos de uma forma escolar e exaustiva. Trata-se apenas de uma abordagem divertida que pretende motivar os alunos para compreender conceitos e experiências abrangidas por esses tópicos. O programa tem-se revelado bastante motivador para os alunos do 8º ano, como síntese de vários temas de Química. As experiências realizadas com alunos do 9º ano, 10º ano e mesmo 12º ano têm demonstrado, porém, que mesmo estes alunos mais velhos acham o programa divertido e podem deste modo interessar-se mais pelos assuntos de Química

4. Notas para o professor

Como é sabido, o computador pode ter vários papéis no ensino das ciências. O programa JOGO DAS ADIVINHAS evidencia particularmente a relação estreita que se pode estabelecer entre os alunos e a máquina. As adivinhas podiam ser apresentadas directamente ao aluno (e nós apresentamo-las no final desta secção, para que elas possam ser utilizadas mesmo em escolas onde não haja computadores).

Esta última metodologia despreza, porém, a dinâmica muito particular do jogo que é imprimida pela interacção com o computador. A máquina permite uma resposta individual e rápida, respeitando-se o ritmo próprio de cada aluno. Embora este não seja um programa sofisticado, que recorra a algoritmos complexos e a recursos gráficos exigentes (excepção feita a uma figura animada que aparece quando se erra a resposta), este programa afigura-se útil, particularmente por apresentar algumas pistas escondidas com um grau de informação crescente depois de terem sido dadas determinadas respostas erradas. Por último, uma palavra para a contribuição do instrutor para a formulação de novas adivinhas. O professor poderá estimular os seus alunos a colaborar connosco (ver "Tópicos para os alunos") e mesmo enviar-nos também adivinhas da sua própria autoria.

Adivinhas que constam deste Jogo

NOTA: As adivinhas assinaladas com * foram elaboradas por alunos do 8º ano.

    1

Tenho protões e neutrões

No global sou carregado.

Rodeiam-me electrões

O que me dá certo gozo.

P'ra energia sou usado

Mas aí sou bem perigoso...

    2

Tenho um nome popular

O nome químico é diferente.

Existo imenso no mar

De oriente a ocidente.

Sou um óptimo solvente

E limpa sou transparente.

Num laboratório normal

Tenho de ser abundante.

Minha fórmula é banal:

Apenas uma vogal,

Um dois e uma consoante.

    3

Dos átomos existentes,

Sou eu o mais levezinho.

Gases meus são comburentes

Ardem logo num instantinho.

Apesar de inteligentes,

Damos erros bem terríveis...

Não são gases comburentes

Tais gases são combustíveis!

    4

Na água,

Grande soluço dou.

Na mesa dou paladar

E sou bom a conservar.

Abundante sou no mar,

Nas lágrimas também estou.

Existo nas salinas.

E também surjo em minas,

Trata-me toda a gente

Com três letras somente

Mas o meu nome real

É um pouco diferente...

    5

Eu sou muito pequenino

Mas a matéria sou eu.

Baptizaram-me em menino,

Leucipo o nome me deu.

Eu nasci indivisível.

E até Thomson assim fui.

De facto sou divisível:

Algo me constitui...

    6

Sou um átomo deficiente

Por falta ou excesso de electrões.

Mas sei conduzir a corrente

Quando estou em soluções...

    7

Tendo um condensador,

Um balão e as misturas,

Faço a separação

Com eficácia e vigor,

Obtendo substâncias puras

Duma dada solução.

Treino-me em refinarias.

Se pensares no petróleo,

Que dá gasolina e gasóleo

Concerteza acertarias...

    8

Sem papel não irás lá

Tenho muita, muita pena.

Se a tua amostra é pequena,

Melhor ainda será.

Qual poderá ser então

Tal método de separação?

    9

Separei uma mistura

Com uma coisa engraçada.

Digamos que é muito dura

E atrai metal e mais nada!

Diz-me então, se topaste,

Que método será este.

Se disseres bem, acertaste,

Caso contrário...perdeste!

    10*

Sou um bom processo

Físico de separação.

Deixo passar a água,

Mas os resíduos não!...

    11*

Qual é coisa qual é ela

Que permite separar

Dois líquidos imiscíveis

E ambos aproveitar?

    12

Sou uma partícula pequena,

Tiraram-me um electrão.

Por ter carga há uma "cena":

Por iguais sinto repulsão.

Alguém catião me chamou.

Adivinhem quem eu sou.

    13

Ando a alta velocidade

Fujo sempre de repente.

Sem mim não há electricidade

Pois eu é que crio corrente.

Sou de pequeno tamanho,

De correr tenho vontade.

Adivinhem que nome tenho

No bilhete de identidade.

    14*

Do átomo estou já farto,

Mas que grandes confusões!

Juntei neutrões com protões

Só me faltam ...

    15

Sou uma unidade

Para porção de substância.

Pensa no oposto de rijo,

Estarás a pouca distância...

    16

Com muitos zeros sou escrito,

Um italiano me baptizou,

E fiquei quase infinito.

Se quiseres contar quantos sou,

Dás cabo dos teus miolos.

Um tal número de tijolos

Até chega a Plutão.

Qual será a solução?

    17

Quando fria dou frescura

E o sal em mim se mete.

Com 100 graus vou à fervura.

E também limpo a retrete.

Quando existo mesmo pura,

O meu pH vale sete.

    18*

Lá que a massa total

Dos reagentes será

Igual à dos produtos,

Dúvidas não haverá.

Mas quem disse isto

Muito esperto será.

"Qui a dit cela"?

    19*

Era francês

(Não português...).

Acertava equações

Nas suas ocupações.

Inventou então uma lei

Que eu agora também sei.

    20

Sempre que eu aconteço

Novas substâncias há.

Não sei com quem me pareço,

Quem sou eu, quem me dirá?

    21

Quando eu aconteci

Energia ao exterior dei.

Diz lá, agora e aqui

Que 'desgraçada' serei.

    22*

Quando chocam eu me formo.

Sou o resultado final

Do choque de moléculas

De reagentes em geral.

Mas depois de tudo isto,

Quem serei eu afinal?

    23*

Eu cá tenho uma teoria

Que trata de reacções.

Ao choque remeterá

Esta minha teoria,

Só que tem uma mania:

É de dar 'encontrões'

Que teoria será?

    24

Sou um pobre indicador

Claro e transparente.

Com base mudo de cor...

Viro vermelho de repente

    25*

De tantas escalas diferentes

Apenas uma há

Que entre ácido e base

Com certeza escolherá.

Mas que escala é que será?...



Soluções (legível com espelho):

5. Tópicos para o aluno

O autor pretende desenvolver este programa introduzindo um maior número de adivinhas.

Sabias que algumas das adivinhas do programa foram feitas por colegas teus? Lançamos-te um desafio: inventa adivinhas cujas respostas sejam conceitos relacionados com o programa de Físico-Químicas dos 8º e 9º anos. Envia-as para a morada abaixo indicada e receberás um prémio (um livro ou um programa de computador), se as adivinhas que propuseres forem escolhidas para asírem em próximas versões do programa. Participa!

O endereço é:

Softciências

SPF-Departamento de Física

Universidade de Coimbra

3000 COIMBRA

E-Mail: softci@hydra.ci.uc.pt

 
 
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