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11. Tópicos para experiências piloto de concepção de Testes de Múltipla Escolha

NOTA PRELIMINAR: há toda uma investigação moderna e uma metodologia específica para a concepção de ME. Recolhemos cerca de 1500 referências bibliográficas sobre o assunto, nas mais variadas áreas disciplinares, das quais apresentamos aqui um excerto. As sugestões seguintes são pois resumidas e claramente simplistas, mas talvez práticas e úteis. A lista dos "testes-exemplo" que apresentamos neste conjunto de software têm também esta componente prática: já foram testadas pedagogicamente com sucesso embora não tenham sido alvo de uma investigação sistemática e aprofundada.

    1. A experiência tem revelado que um teste de ME para 50 - 60 minutos não deve ter mais de 30-40 perguntas, dependendo da extensão das perguntas e das alternativas (o tempo que o aluno demora a ler as perguntas e as respectivas alternativas é um aspecto importante).

    2. Um teste misto pode ter, por exemplo, 20 perguntas de ME e uma pergunta com 4 ou 5 alíneas mais clássicas (em línguas, por exemplo, admitem-se 10 perguntas de ME para interpretação, outras 10 para gramática e uma composição no final, por exemplo).

    3. Os mais acreditados nesta metodologia dizem qualquer coisa do género "dêem-me uma pergunta tradicional que eu a transformarei numa pergunta de múltipla escolha"(1) (isto sem discutir os parâmetros que então se avaliam e a eficácia pedagógica de tal pergunta de ME - que pode tornar-se mais fácil ou difícil para o aluno, que pode testar mais ou menos este ou aquele aspecto, etc.).

    4. Recomendam-se perguntas com 4 a 6 hipóteses(2) de respostas das quais apenas uma é correcta (o programa permite, todavia, variar o número de alternativas ou de admitir mais do que uma resposta certa). De 6 alternativas, por exemplo, sugere-se que sejam:

    Uma correcta.

      Nenhuma das opções é correcta (esta pode ser a resposta correcta...).

      Duas respostas relativamente "estúpidas" - claramente distantes da realidade (colocam-se para diminuir a probabilidade de acertar numa eventual resposta tipo «totoloto»).

      As restantes duas respostas - erradas - podem estar mais ou menos perto da resposta correcta consoante o grau de dificuldade a imprimir à pergunta elaborada.

      Excepcionalmente pode elaborar-se uma pergunta particularmente difícil com a resposta correcta e outras cinco alternativas muito próximas da resposta certa.

        1. Fazer um teste de ME dá um certo «gozo» pois o professor elabora uma pergunta e tem que pensar o que poderão os alunos responder, prevendo assim eventuais erros, que podem ser incluídos como alternativas incorrectas.

        2. Fazer um teste desta natureza demora mais tempo do que um teste tradicional. Mas torna-se um excelente investimento do ponto de vista de tempo pelo que se poupa na correcção e concepções de novos testes, a partir da base de dados de perguntas entretanto criada (para não falar da possibilidade de troca de perguntas entre colegas ou do fornecimento de bases de dados de perguntas, por quem as produza comercialmente com qualidade; a Internet será, com toda a certeza, um espaço propício ao intercâmbio de informação digitalizada para testes de ME).


(1) São exemplos as tabelas para completar ou frases para inserir uma palavra. Basta um enunciado «clássico» com as letras A, B, etc., em vez dos espaços vazios, seguido das perguntas: "Onde está a letra A deveria estar: ..."

(2) O número de alternativas em Testes de ME é uma questão no topo da investigação actual. Muitos autores apontam para quatro, como sendo o número ideal de alternativas. Cinco ou seis alternativas, porém, diminuem acentuadamente o factor sorte e permitem maior flexibilidade no grau de dificuldade a imprimir à pergunta.

 
 
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