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9. Um exemplo e mais sugestões

9.1. Fazendo um teste de ME... Um exemplo

A título de exemplo, acompanhemos a execução de um testes de ME de Físico-Químicas, dirigido a alunos do 9º ano do Ensino Básico. O professor que fez o teste conta-nos como fez...

    1. Abri um novo documento na opção NOVO (NEW) que se encontra no menu FICHEIRO (FILE) do processador de texto Word. Seleccionei um documento pré-existente que se chama ZERO.

    2. Como primeiro passo, fiz a opção GUARDAR (SAVE) e chamei a este documento que comecei a criar TS010996.doc, já que era o primeiro teste sumativo do 9º ano que concebia no ano lectivo de 1995/96. Gravei o meu documento na directoria c:\9\TS, previamente criada.

    3. Não escrevi na primeira linha, como me sugeria o programa, e comecei por elaborar um cabeçalho, que saiu assim:


ESCOLA SECUNDÁRIA DE PENACOVA

FOLHA DE ENUNCIADO

Físico-Químicas, 9ºano / 1995/96 1º Teste de Avaliação

NOME: ____________________________________ nº: _____ (1) Turma: _______

ATENÇÃO:

Para as perguntas que se seguem há uma e apenas uma alternativa correcta de entre as várias apresentadas. Para indicares a resposta correcta, enche com o lápis o círculo correspondente na Folha de Respostas. Se, para uma dada pergunta, indicares mais do que uma resposta, ser-te-á anulada essa resposta. No final do teste deverás passar a caneta preta os círculos que preencheste.

Não te esqueças de indicar na Folha de Respostas a versão do teste que consta desta Folha de Enunciado, bem como o teu nome, número e turma (pinta os círculos respectivos).

A segunda parte do teste (que não é de múltipla escolha) deve ser respondida na FOLHA DE RESPOSTAS! (2) BOM TRABALHO!


    4. Esbocei então uma primeira pergunta(3). Pensei em fazer algo simples, respeitando o princípio da complexidade crescente. Talvez uma simples leitura de gráficos para os estimular e os "embalar" para um teste bem sucedido, sem deixar de incluir perguntas de selecção.

    5. Inseri uma figura e um grupo de questões. Para inserir a tabela usei o comando INSERIR TABELA (INSERT TABLE) acessível na opção TABELA (TABLE) do menu principal.(4)

    6. Seleccionei uma tabela de 2 linhas por três colunas já que pensei em 6 opções de resposta.(5)

    7. Na primeira célula coloquei a resposta correcta.


1. Atenta na figura seguinte à qual se referem as perguntas 1 a 5.

Esta figura dá conta da contribuição de várias centrais de produção energética para a poluição. A poluição pode ser de três tipos: térmica (aumento da temperatura do planeta), química (produção de substâncias químicas poluentes) e radioactiva (produção de radiações perigosas para o meio).(6)

Qual das centrais contribui mais significativamente para a poluição química do planeta?

A carvão Biomassa Nenhuma das opções é correcta
A gás natural Nuclear A petróleo

(7) Se os cientistas descobrissem que o aumento de temperatura do planeta se tornava insustentável, que tipo de centrais deveriam abolir definitivamente?

Nuclear Biomassa Nenhuma das opções é correcta
A gás natural A carvão A petróleo


    8. Claro que na pergunta 2 utilizei os comando COPIAR (COPY), COLAR (PASTE) e não inseri uma tabela de novo. Depois foi só trocar as opções com o rato.(8)

    9. Na pergunta de cálculo achei que devia haver apenas 5 opções. Como tal, removi uma célula (APAGAR CÉLULA (DELETE CELLS)), a última, numa tabela de respostas de 6 células:


15. Um copo com 200 g de água é aquecido de tal forma que a temperatura da água passa de 10 °C para 90 °C. A energia transferida para a água sob a forma de calor foi

(Cágua= 1 cal / (g °C))

Nenhuma das opções é correcta(9) 16 cal 1600 J
2,5 cal 160 cal


    10. Resolvi fazer uma pergunta de selecção colocando 6 frases subtilmente falsas, para que o aluno indicasse qual era verdadeira, obrigando-o, com alguma ironia, a escolher um elogio da Física (...). Pela sua extensão, optei por uma tabela de 1 coluna por sete linhas:


24. Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

A Física é uma ciência interessante.
O equilíbrio térmico, de facto, nunca se atinge.
Calor é o mesmo que trabalho.
Calor é o mesmo que temperatura.
A temperatura é uma medida da energia interna dum corpo.
Calor é uma substância.
Um corpo que esteja muito quente tem as suas partículas pouco agitadas.


    11. Escrevi a pergunta de desenvolvimento que depois resolvi copiar para a Folha de Respostas (conservei esta pergunta de desenvolvimento na Folha de Enunciado pois será este o documento que vou conservar no meu disco duro).

    12. Usei o comando AUTO INSERIR PERGUNTAS ME (disponível no menu FERRAMENTAS (TOOLS) para "informar" o computador das perguntas de ME.

    13. Activei a opção VER CAMPOS para remover as instruções que antecediam tabelas que não eram respostas a perguntas ME.

    14. Activei a opção ESCONDER CAMPOS para formatar da melhor forma a Folha de Enunciado. Ajustei a estética e a economia de folhas, burilei em definitivo o teste, resolvi-o, corrigi um ou outro aspecto, usei a opção GUARDAR (SALVAR) (que seleccionei de vez em quando) e só então...

    15. Fiz um clique na opção GERAR TESTES, disponível no menu FERRAMENTAS (TOOLS).

    16. Escolhi a geração de 4 testes aleatorizados e obtive 4 testes em tudo equivalentes mas com 4 cabeçalhos precedidos das expressões TESTE A, TESTE B, TESTE C e TESTE D, respectivamente. As mesmas perguntas mas as respostas trocadas. Obtive ainda a Folha de Respostas que deve ser preenchida pelos alunos a preto e à qual anexei a pergunta de desenvolvimento. Esta folha tomou o aspecto seguinte(10)


PARTE II (Usa o espaço desta página e o verso desta folha para responderes à PARTE II do teste)

Desenvolve, em não menos de 10 e em não mais do que 20 linhas, o seguinte tema: "Utilização racional de energia. A urgência de promover um uso equilibrado de energia".(11)

NOTA: Podes usar rimas, diálogos, histórias e tudo o mais que a tua imaginação sugira.

    17. Sem ter em casa ou na escola um scanner, corrigi os testes na impressora. Trouxe os testes para casa, já preenchidos pelos alunos, e separei-os em lotes consoante eram testes A, B, C ou D. Introduzi as Folhas de Resposta do teste A na impressora precedidas de uma Folha de Resposta virgem.

    18. Entrei no programa ZERO (fi-lo no sem estar com o programa Word aberto mas podia ter aberto este mesmo programa a partir da opção CORRIGIR TESTES (menu FERRAMENTAS, TOOLS) do Word.

    19. Activei a opção LER TESTE no menu GERAL. Escolhi o ficheiro C:\ZERO\TS010996.zer.

    20. Seleccionei a opção IMPRIMIR CHAVES, escolhi a cor a imprimir e a versão do teste (A, por exemplo). Fiz uma experiência com a folha virgem. Ajustei 2 mm para cima e 3 mm para o lado esquerdo, defini o número de testes para imprimir a chave e fui descansar. Passados alguns minutos repeti o procedimento para os testes B, C e D.

    21. Quando adquiri o scanner com alimentador tudo se tornou mais fácil: rubriquei o primeiro teste, coloquei os testes todos misturados e até invertidos no scanner. Abri igualmente o ficheiro TS010996.zer mas activei a opção CORRIGIR TESTES no menu funções.

    22. Fiz as selecções adequadas e activei a correcção. No final escolhi a opção SALVAR TESTE e guardei o ficheiro TS010996.zex que contém toda a informação sobre o teste (podia ter feito este procedimento noutro computador e ter transportado o ficheiro TS010996.zex para minha casa).

    23. Seleccionei COTAÇÕES para inserir as cotações das perguntas ME e os resultados de três perguntas clássicas - não de ME - que constavam do teste. Escolhi o formato de nota na escala reduzido-...-elevado e o computador fez as suas contas...

    24. Activei a opção IMPRIMIR RESULTADOS, num botão do menu COTAÇÕES, e uma folha foi-me devolvida pela impressora, com a nota por aluno e a percentagem de sucesso por pergunta.

    25. Finalmente, coloquei os testes na impressora, na mesma ordem com que os colocara no scanner (podia, se pretendesse, colocá-los por ordem de alunos) e seleccionei a opção IMPRIMIR CORRECÇÃO no modo A MESMA ORDEM DE ENTRADA NO SCANNER. Deixei imprimir todos os campos de resultados. No final, obtive os testes corrigidos com a nota respectiva, a minha rubrica (tinha rubricado o primeiro teste com caneta de filtro preta), o número do aluno e turma, e a chave de correcção respectiva, consoante se tratasse do teste A, B, C, etc. Felizmente correu tudo bem. Se, por azar, um teste tivesse sido trocado por má inserção na impressora, eu (ou o aluno) detectaria o erro pois o número registado pela impressora não coincidiria com o número escrito na Folha de Respostas. A folha de resultados impressa previamente, porém, esclarecia todas as dúvidas.

    26. O primeiro teste de ME foi mobilizador, para mim e para os alunos. Mas, lentamente, a poupança de tempo tornou-se impressionante. Com ela, aumentou a rendibilidade pedagógica, que resulta de ter mais tempo para os alunos e de fazer mais testes formativos, mais testes-diagnóstico e mais testes de detecção prévia com este formato.

    27. Fui fazendo algumas experiências de investigação em métodos de avaliação. Fiz o tratamento de dados, lendo os ficheiros gerados pelo scanner na Folha de Cálculo do programa Excel, que estavam na directoria C:\ZERO. Consegui estes ficheiros na opção EXPORTAR do menu FUNÇÕES. Aprendi, por exemplo, que havia perguntas típicas que eram mais acertadas por alunos do sexo feminino. Pude observar também quais as opções erradas mais seleccionadas pelos alunos, etc.

9.2. Sugestões para gerir e atribuir nomes aos ficheiros dos testes

É fundamental guardar todos os testes realizados a fim de os poder (re)utilizar futuramente, alargando a base-de-dados pessoal e promovendo a variedade e a qualidade dos materiais. A digitalização de toda esta informação constitui em si própria uma vantagem pela "reciclagem de informação" e pelo consequente tempo ganho na boa gestão da informação, esta é utilizável, por exemplo, num investimento pedagógico personalizado, tantas vezes inibido pelo afogamento dos professores em trabalho de concepção e correcção de testes.

Numa fase inicial, sugere-se que os professores guardem os seus documentos por directorias (grupos, para quem trabalha em ambiente Windows ou pastas, para quem usa o sistema operativo Windows 95) próprias, seleccionadas por disciplinas (subdivisão obviamente prescindível para quem só lecciona uma disciplina), níveis de ensino e, dentro de cada nível subdivisões do tipo "TSUM" (testes sumativos), "TFORM" (testes formativos) e "TDCP" (testes de detecção de concepções prévias)(12).

Uma sugestão de nomenclatura de ficheiros é apresentada nos exemplos seguintes(13)

    TS010896.doc - Primeiro (01) teste sumativo do 8º ano (08), realizado no ano lectivo cujo ano terminal é 96.

    TF051199.doc - Quinto teste formativo do 11º ano, realizado no ano lectivo de 1998/99.

    TD100702.doc - Décimo teste de detecção prévia de conceitos, do 7º ano, realizado no ano lectivo de 2001 / 2002.

Habitualmente, num mesmo ano lectivo, é mais prático partir do ficheiro TS010896.doc para fazer um segundo teste. Fazer imediatamente o comando GUARDAR COMO (SAVE AS) e escrever TS020896.doc, aproveitando, pelo menos, os cabeçalhos que se mantêm do teste anterior.

Como já deve saber pode abrir ao mesmo tempo múltiplos documentos e compor um teste com base noutros anteriores com os comandos COPIAR (COPY) e COLAR (PASTE), "pescando" pedaços de informação num e noutro teste aberto, a que tem acesso pela JANELA (WINDOW) do menu principal do programa Word.

A informação que vai armazenando nos testes que elabora sucessivamente ou que permuta com colegas é preciosa. Recomenda-se uma boa "política" de salvaguarda de informação (vulgo backups) para que tenha sempre a informação, mesmo se ocorrer algum problema no disco duro.

Os ficheiros de texto do Word, principalmente se tiverem bastantes figuras, ocupam muito espaço. Recomenda-se para cópias de segurança utilitários de compressão como o programa "PKZIP" ou "ARJ".(14)

Para utilizadores mais experimentados e, essencialmente, para bases de dados mais extensas, pode ser mais interessante separar (e guardar) os ficheiros não por testes mas por assuntos.


(1) Tenho sempre a sensação de que vale a pena ficar com os enunciados dos testes. Se os levarem para casa, os alunos esquecem-se de os trazer para a aula de correcção com frequência. Além disso, por vezes, permite o acesso do teste a colegas de outras turmas que fazem testes em simultâneo, deixando-os em vantagem em relação a outros. Acresce ainda que pode ser sugerido aos alunos que elaborem os seus cálculos na folha de enunciado, permitindo a interpretação de raciocínios curiosos dos alunos.

(2) Já tinha prevenido os alunos na aula de revisões para o tipo de teste que iriam fazer, mas nunca é demais...

(3) Há todo o interesse em numerar as perguntas com a inserção de um CAMPO (FIELD) NUMERAR (NUMBERING), para poder intercalar perguntas sem a necessidade de (re)numerar o teste e para uniformizar e facilitar os formatos de perguntas que poderão ser adquiridas e aceites em bases de dados (na Internet, por exemplo).

(4) Melhor do que este processo é ter em AUTOTEXTO (AUTOTEXT) no menu EDITAR (EDIT) do Word um auto-texto com uma pergunta iniciada por um CAMPO (FIELD) NUMERAR (NUMBERING) e as respectivas células vazias para respostas.

(5) Não tive de me preocupar com a escrita das opções A, B, C, etc., já que estas letras serão automaticamente inseridas na geração dos testes.

(6) Escolhi uma fonte de tamanho 10 pois este tipo de testes costuma sair longo e a gestão de folhas deve ser económica. Como de costume, usei letra tipo "negrito" (bold) para que se distingam bem as questões das alternativas.

(7) Este tipo de testes tem a desvantagem de não permitir numerações de perguntas do género 1.1, 1.2, etc. A numeração deve ser sempre 1, 2, 3, etc, pois é nesse formato que aparecerá a Folha de Respostas gerada pelo computador.

(8) Depois da aleatorização dos testes não é suspeito manter a ordem das restantes alternativas, já que tudo se "auto-baralha".

(9) Uma opção deste tipo deve ser "nenhuma das opções é correcta" e não "nenhuma das anteriores é correcta" já que a aleatorização posterior poderá fazer de qualquer opção a última ou a primeira...

(10) O preenchimento do cabeçalho não é, à primeira vista, muito simples para os alunos. Sugere-se uma explicação prévia ou até o preenchimento da folha de respostas na aula antes do teste. Esta sugestão é essencialmente para níveis de escolaridade mais baixos e basta este procedimento no primeiro teste. Para alguns alunos não é evidente a escrita do número, por exemplo, usando a composição da parte centesimal, decimal e unitária.

(11) Esta pergunta, obviamente, é corrigida pelo professor. A cotação respectiva, porém, pode ser incluída na nota global a ser impressa automaticamente na folha de respostas (ver ponto ponto 23).

(12) Excluem-se como sugestão as directorias que não têm a ver com testes de ME, como sejam, por exemplo, "ACETATOS", "FTRABAL" (Fichas de Trabalho), etc

(13) Os utilizadores do sistema operativo Windows ' 95 não precisam de ser tão económicos no número de caracteres a atribuir a cada ficheiro, já que neste sistema operativo não existe a limitação dos 8 caracteres.

(14) Contacte-nos se tiver dificuldades em adquirir ou manipular estes programas.

 
 
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