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1. Apresentação sumária do programa

Este programa apresenta uma simulação da viagem da sonda GALILEO ao planeta Júpiter.

O programa representa a trajectória dessa sonda desde a Terra até Júpiter e, no fim, mostra, em animação, a descida de uma sonda atmosférica em Júpiter. A simulação pode incluir a representação dos vectores força ou velocidade da sonda em cada instante.

A uma primeira versão do programa "GALILEO" foi atribuído o primeiro prémio no Concurso Nacional de Software para Jovens, realizado em Fevereiro de 1990 na Universidade de Coimbra, no âmbito do "Encontro sobre Computadores no Ensino da Física e da Química".


2. Características do equipamento

Corre num computador pessoal compatível com a norma IBM, com o sistema operativo MS-DOS.


3. Configuração mínima do computador

    - 640K de RAM

    - Placa gráfica EGA/VGA

    - Monitor policromático (o programa pode ser visto, com algum prejuízo, num monitor monocromático).


4. Ficheiros do programa

O programa foi escrito na linguagem TURBO PASCAL, da BORLAND INTERNATIONAL, e está disponível numa disquete de 3,5" HD (alta densidade), com os seguintes ficheiros:

ap1.put

ap2.put

ajupt.put

egavga.bgi

galileo.exe

gaspra.put

goth.chr

graph.tpu

io.put

jup1.put

up2.put

litt.chr

lua.put

sans.put

sond.put

t21.put

t22.put

t23.put

t31.put

t32.put

terra.put

trip.chr

galileo.txt

g_log.exe

g_logpcx.pcx

O ficheiro principal é galileo.exe. Os ficheiros com extensão "put" incluem imagens digitalizadas. O ficheiro galileo.txt é um ficheiro de texto que contém o manual de utilização do programa em formato ASCII.


5. Modalidades de utilização

No contexto da sala de aula:

- Pode utilizar-se um só computador para toda a classe, com um retroprojector e um projector de ecrãs, sendo o professor o dinamizador da discussão;

- Dispondo de vários computadores, os alunos, individualmente ou em grupos, podem executar tarefas definidas pelo professor ou explorar livremente o programa.

O programa pode ainda ser utilizado em actividades circum-escolares, clubes de ciência, etc.. Julga-se particularmente interessante este tipo de utilização.


6. Modo de operar

6.1 Pré-requisitos:

O utente deve ser capaz de:

- Ligar um computador PC-IBM compatível, com ou sem disco duro.

- Usar, correctamente, o teclado.

- Posicionar o PROMPT do MS-DOS no "drive" onde estiver a disquete com o programa ou na directoria do disco duro para onde ele tenha sido transferido.

6.2 Arranque do programa

O utente, no seu próprio interesse, deve fazer uma cópia da disquete e servir-se desta, conservando guardado o original.

Teclar <<GALILEO>> seguido de <<ENTER>>, a partir da drive contendo a disquete do programa ou da directoria do disco duro onde o programa tenha sido colocado. Recomenda-se a utilização do programa a partir do disco duro, devido ao acesso mais fácil às imagens digitalizadas.


6.3 Funcionamento do programa

Após a inicialização do programa surge um ecrã, Fig.1, com a apresentação e uma breve explicação do método utilizado.

Fig. 1 - Ecrã de apresentação

Premindo a letra "C" para continuar, tal como o ecrã indica, surge um novo ecrã que permite o acesso a uma informação mais pormenorizada sobre a missão da sonda GALILEO.

Seguindo as instruções para continuar indicadas no ecrã, surge um novo ecrã com as posições dos planetas no início da viagem e onde se indicam as várias teclas de controlo possíveis:

- F1, para reduzir a imagem;

- F2 para ampliar a imagem;

- F para activar ou desactivar a representação do vector força;

- V para activar ou desactivar a representação do vector velocidade;

- S para retirar ou colocar o som;

- R e L para fazer uma simulação mais rápida ou mais lenta, dentro de certos limites;

- ESC para sair do programa em qualquer instante;

- <<SPACE>> para activar a opção "ver imagem".

Com os comandos de Zoom (F1 e F2) podemos escolher, em qualquer altura da viagem, a melhor visualização da trajectória da sonda, ampliando ou reduzindo a escala à medida das conveniências em qualquer altura da viagem (note-se que a órbita de Júpiter é muito maior que a da Terra).

O comando de som, se estiver activo, permite obter informação sobre a velocidade da sonda. Quanto menor for o intervalo de tempo entre os "bip's" maior é a velocidade com que a sonda se desloca (em relação ao Sol). Na maior parte da viagem a sonda desloca-se sem a ajuda de quaisquer motores, apenas sujeita à acção do Sol e dos planetas mais próximos, pelo que o som é um puro artifício. De resto, e ao contrário do que sugerem alguns filmes de ficção científica, é impossível, no espaço vazio, a audição de qualquer som.

Activando as opções V e F, podemos visualizar os vectores velocidade e força (ou aceleração, já que esta lhe é proporcional), ao longo do percurso. As grandezas da velocidade e da força são proporcionais aos tamanhos das setas respectivas. Quando se muda a escala os tamanhos das setas mudam de maneira apropriada.

O quadro mais pequeno, à esquerda do ecrã, fornece-nos informação actualizada sobre as principais características do movimento da sonda na sua trajectória. Assim pode saber-se:

- tempo (decorrido desde o lançamento), em anos (o lançamento deu-se no dia 18/10/1989);

- distância da Terra à sonda, na Unidade Astronómica (UA) [1 UA = 108,25 milhões de quilómetros, distância média da Terra ao Sol];

- velocidade da sonda, em UA/ano.

As trajectórias da sonda e dos planetas têm cores diferentes: a da sonda é branca, a da Terra é vermelha, a de Vénus é verde, a de Júpiter é roxa e a da sonda atmosférica é amarela. Os vectores força e velocidade têm as cores azul e amarela respectivamente.

Nas figuras seguintes (Fig. 2 e 3) mostram-se dois ecrãs correspondentes a dois instantes do movimento da sonda: a Fig. 2 mostra o percurso da sonda numa primeira fase, desde o início até estarem decorridos 2,02 anos dos 6 previstos. (Nota: foi premida a tecla F2 de ampliação).

Fig. 2 - Percurso da sonda decorridos 2,27 anos desde a partida

A Fig. 3 mostra-nos, na totalidade, já que se premiu a tecla F1 (redução), a trajectória da sonda quando esta já está muito perto de Júpiter.

Fig. 3 - Percurso da sonda decorridos 4,57 anos desde a partida

Quando a sonda passa perto de cada planeta podem ser vistas diversas imagens: Vénus, Lua, meteorito Gaspra, Terra, Júpiter, Iô, se se tiver carregado antes na tecla <<SPACE>>. Algumas dessas imagens foram recolhidas pela própria sonda, na sua viagem.

O movimento da sonda detém-se na data em que o programa está a ser corrido mostrando a posição actual da sonda no sistema solar (o computador tem um calendário interno, que para o efeito deve estar regulado para a data certa). Nessa altura, se se carregar na tecla <<SPACE>>, vê-se a imagem digitalizada da sonda. A seguir a trajectória reconstrói-se desde o início, prosseguindo a viagem.

No encontro da sonda com Júpiter, e quando o som está activo, podemos aperceber-nos da captura da sonda por Júpiter (a sonda fica em órbita à volta de Júpiter) pela modificação do som. Essa captura é melhor visualizada se o vector força estiver ligado, constatando-se então que algo de "dramático" acontece (Fig. 4): A força aumenta de grandeza, verificando-se uma rotação desse vector correspondente à órbita da sonda em torno de Júpiter.

Fig. 4 - Percurso da sonda decorridos 5,87 anos desde a partida. O grande vector força indica que a sonda entrou em órbita de Júpiter

Após a entrada da sonda em órbita de Júpiter, o movimento dos planetas e da sonda interrompe-se. Para continuar deverá premir-se a tecla <<ENTER>>, como se indica no ecrã. A escala é então modificada (ver o segmento que indica a escala de distância), passando o centro do ecrã a ser ocupado por Júpiter (Fig. 5). Vê-se então a sonda a efectuar uma órbita em torno do grande planeta vermelho.

A certa altura é possível observar Iô, que é um satélite natural de Júpiter. A sonda larga depois uma sonda mais pequena, a sonda atmosférica, que no último ecrã é vista, em animação, a cair na atmosfera de Júpiter, desintegrando-se. O cenário é um pouco fantasioso (Fig. 6), pois a superfície de Júpiter não é sólida (o interior profundo de Júpiter pode ser sólido - hidrogénio metálico - mas pouco se sabe sobre ele).

Fig. 5 - Decorridos 6,23 anos desde a partida, quando a sonda orbita à volta de Júpiter. A órbita calculada é aproximadamente circular, mas em certos ecrãs ou impressoras pode parecer elíptica (uma elipse é uma circunferência deformada)

Fig. 6 - Queda da sonda atmosférica na atmosfera de Júpiter


7. Conteúdos que abrange e níveis de escolaridade a que, preferencialmente, se destina

7.1 Integração nos novos currículos

Os modernos currículos contemplam o estudo de certos fenómenos que, pela sua complexidade e pela escala em que ocorrem, estão fora do alcance dos alunos numa sala de aula, sendo inacessíveis à observação directa. Os programas de simulação computacional, que fazem uma descrição simplificada do mundo real, colocam à disposição de professores e alunos uma ferramenta extraordinária para esse estudo, com uma profundidade que pode ser adequada a diversos níveis de escolaridade.

Estes programas introduzem um conjunto de elementos, condições e relações que permitem uma representação poderosa da realidade que é invisível directamente, por exemplo por ser demasiado pequena ou grande, e, ao mesmo tempo, fornecem a possibilidade de, por simples alteração de variáveis, verificar ou negar hipóteses formuladas pelos alunos sobre a descrição conceptual dos fenómenos. Pensamos que eles podem contribuir para algum progresso da prática educativa.

No caso presente, trata-se da simulação de uma situação real, a de uma viagem espacial. O movimento da sonda, representado no computador, efectua-se de acordo com as leis da mecânica de Newton (exceptuando algumas pequenas correcções de trajectória quando a sonda está perto dos planetas). O enorme poder da previsão científica pode ser aferido comparando as observações no computador com as notícias dos orgãos de comunicação social sobre a evolução da viagem, à medida que esta se realiza. Num caderno distribuído em conjunto com este manual reúne-se um conjunto de notícias sobre a viagem da "Galileo", acompanhadas de um conjunto de questões para os alunos.

7.2 Níveis de escolaridade que contempla

A utilização do programa "GALILEO" pode integrar-se nos objectivos dos novos currículos de Física , tanto do Ensino Básico como do Ensino Secundário.

Assim, poderá ser um contributo importante para atingir algumas finalidades/objectivos propostas nos novos programas.

- No 3º ciclo do Ensino Básico:

"Estimular nos jovens o interesse, a curiosidade e o apreço pelo estudo dos fenómenos naturais e pela interpretação do meio físico onde estão integrados". O ambiente de uma viagem espacial, pode ser estimulante para alunos que se encontram no início da aprendizagem das ciências físicas.

"Contribuir para uma reflexão sobre a inter-relação Ciência, Tecnologia e Sociedade e para o reconhecimento da Física e da Química como ramos do conhecimento permanente e inacabado".

É interessante no contexto destes objectivos referir as capacidades e limitações da ciência. Note-se que, apesar de a sonda "Galileo" ainda não ter completado a viagem, podemos antecipar muito do que vai acontecer. No entanto, alguns problemas técnicos surgidos com a antena da sonda não puderam ser antecipados. A ciência fornece um grande poder de previsão, mas não um poder ilimitado e total.

- No Ensino Secundário:

"Proporcionar a aquisição e compreensão de conhecimentos e o desenvolvimento das competências indispensáveis a uma visão científica global e coerente do mundo físico".

Neste caso, uma viagem concreta no sistema solar possibilita uma melhor aprendizagem sobre o espaço onde o nosso planeta se move e sobre a aptidão humana para explorar e conhecer esse espaço.


8. Sugestões de exploração

O programa "GALILEO" pode fornecer um contributo para o tratamento da área temática "Nós e o Universo", do 8º ano de escolaridade, da disciplina de Física e Química. Pode mesmo constituir um contexto possível para o desenvolvimento gradual daquela área temática.

O programa poderá depois ser retomado, a nível do Curso Complementar, nos 11º e 12º anos, nas unidades didácticas "Movimento e Força" e "Interacções e Campos", respectivamente.

Reconhecemos, tal como vem no programa do Curso Unificado, a importância de "... que os alunos adquiram noções básicas sobre as dimensões relativas do Universo" e que "viajar no espaço poderá ser estimulante para compreender de forma prática o princípio do lançamento dos foguetões, além de constituir uma oportunidade de entrar em contacto com os dados já adquiridos sobre outros planetas e o Universo em geral..."

Apresenta-se de seguida uma proposta de utilização nos contextos anteriormente referidos.

Propostas de actividades

Para o 8º ano de escolaridade:

Objectivos do programa currícular Actividades
* "Relacionar escalas de distâncias no Universo, usando escalas de comprimento adequadas". * Utilização das opções "reduz" e "amplia": Visualização completa do trajecto da sonda efectuando o redimensionamento da escala. Esta actividade proporciona uma discussão que complementa outras estratégias para atingir os objectivos do prog
* "Identificar a força gravitacional, responsável pelo movimento de um planeta à volta de outro, como uma força atractiva em direcção ao centro dos corpos e que a sua intensidade é dada por F=GMm/r2". * Explorar a opção da representação vectorial da força no decorrer da viagem (este aspecto poderá ser mais desenvolvido no programa "KEPLER", também editado pelo "Softciências"). Relacionar o módulo da força com as massas dos planetas e a distân
* "Comparar diferentes características dos planetas do sistema solar (massa, diâmetro, distância média ao sol, constituição, existência de satélites, temperatura à superfície, atmosfera, períodos de rotação e translação, etc)". * As imagens dos planetas por onde a sonda passa podem ajudar a formar uma ideia sobre algumas características desses planetas.
* "Usar dados sobre o sistema solar, estrelas ou Universo em geral, para discutir sobre a exploração espacial e vida no espaço". * O programa pode servir de suporte à discussão de temas espaciais e motivar para a investigação dos mesmos, no sentido de alcançar os objectivos mencionados. Um caderno, distribuído com este manual, contém um conjunto de recortes de imprensa que fornece bastane informação.

Para o Ensino Secundário:

No 11º ano

A exploração do programa "GALILEO" pode ser uma boa oportunidade para globalizar os conceitos abordados na Unidade 1- "Movimento e Forças".

No 12º ano

O programa "GALILEO" pode ser utilizado na Unidade 2 - "Interacções e Campos", especificamente nos pontos:

1. Interacções gravíticas: lei da atracção universal.

4. Movimento em campo de forças - movimento de um corpo num campo gravítico; movimento de satélites.

Nota: Uma vez que o "Projecto de programa" actualmente disponível é ainda uma versão incompleta que contempla, para os 11º e 12º anos, apenas a listagem de conteúdos e não o plano de organização e a sequência do ensino-aprendizagem não é ainda, possível efectuar um enquadramento sistemático do programa "GALILEO" nos novos currículos. Pensamos vir a fazê-lo numa nova versão.


9. Fichas de Trabalho

Apresentam-se de seguida algumas fichas de trabalho para alunos de diferentes níveis de escolaridade. Encorajam-se os professores a enviar as respostas dos alunos ao "Softciências". As melhores respostas para além de serem publicadas em futuras edições serão premiadas com livros ou software.


FICHA DE TRABALHO "GALILEO" - 8º Ano

1. Obedecendo aos comandos indicados no ecrã, observa o movimento da sonda.

1.1 Verificas, a certa altura, que a trajectória da sonda deixa de ser observada. Quando e porquê? Tens à tua disposição as opções "reduz" (F1) e "amplia" (F2). Qual deverás utilizar para voltares a ver a trajectória? Experimenta e explica a solução que encontraste.

1.2 Quando pretendes observar toda a trajectória deves usar uma escala maior ou menor? E quando pretendes observar algum pormenor?

2. Liga agora a opção "VECTOR F". Observa as alterações na direcção e grandeza do vector ao longo do percurso. Que concluis?

3. Observa bem as imagens disponíveis ao longo da viagem e tenta descrevê-las.

4. Faz uma investigação, utilizando os textos do caderno "A sonda Galileo, uma viagem espacial acompanhada pela imprensa" e outros que consigas arranjar, sobre cada um dos seguintes temas:

* Importância das viagens espaciais para o futuro da humanidade.

* Missão da sonda "Galileo" - Objectivos estabelecidos e resultados já alcançados.

* Lançamento de satélites.

FICHA DE TRABALHO "GALILEO" - 11º Ano

1. Efectuando os comandos indicados no ecrã observa o movimento da sonda e tenta descrever, por palavras tuas, como é a trajectória.

2. Vais agora estudar o que se passa com os vectores força e velocidade ao longo da trajectória da sonda.

2.1 Faz previsões relativamente ao comportamento dos vectores força/aceleração e velocidade, ao longo do trajecto. Utilizando as opções "VECTOR F", "VECTOR V", procura testar as tuas previsões e explicar o que se passa.

2.2 Relaciona a variação do vector velocidade com a força aplicada.

2.3 A que se deve a força aplicada na sonda? De que variáveis depende?

3. Como sabes, cada corpo cria, à sua volta, um campo gravitacional. De que depende a grandeza do campo gravitacional criado por cada planeta?

4. Observa as imagens disponíveis no programa, e, a partir dessa observação, efectua um estudo comparativo dos planetas.

5. Faz uma investigação sobre cada um dos seguintes temas:

* O princípio da conservação do momento linear e o lançamento de foguetões.

* A Lua não cai na Terra. Os satélites de Júpiter não caem em Júpiter. A sonda "Galileo" não caiu em nenhum planeta, mas a sonda atmosférica vai cair em Júpiter. Porque é que a sonda "Galileo" não cai e a sonda atmosférica vai cair?

* Importância das viagens espaciais para o futuro da humanidade.

FICHA DE TRABALHO "GALILEO" - 12º Ano

1. Efectuando os comandos indicados no ecrã observa o movimento da sonda assim como a informação numérica do lado esquerdo do ecrã. Faz o gráfico da intensidade do vector velocidade em função do tempo.

2. O movimento orbital da sonda só é possível porque se verificaram determinadas condições iniciais, e porque estão presentes determinadas forças.

2.1 Utilizando a opção "VECTOR F", observa, detalhadamente, a força ao longo do percurso. Indica como varia em direcção e intensidade. Faz o gráfico da intensidade da força em função do tempo.

2.2 O que poderia ter acontecido se as condições iniciais da sonda tivessem sido diferentes? A sonda chegaria na mesma a Júpiter?

2.3 A força aplicada na sonda é o resultado de várias forças. Quais as forças responsáveis pelo movimento em cada instante? De que dependem? A força principal a actuar na sonda é sempre a atracção do Sol?

2.4 Ao longo do percurso a sonda aproxima-se de Vénus, da Terra e depois outra vez de Terra, antes da sua viagem definitiva para Júpiter. Porque foi escolhido este itinerário? Testa as tuas hipóteses observando o que acontece, aos vectores força e velocidade.

3. Escreve um pequeno ensaio sobre:

* Importância das viagens espaciais para o futuro da humanidade.


10. TEXTOS DE APOIO

Os seguintes textos de apoio destinam-se a ajudar os alunos que queiram saber mais sobre alguns assuntos relacionados com a sonda "Galileo". Outros textos recolhidos da imprensa, encontram-se no caderno, "A sonda Galileo, uma viagem espacial acompanhada pela imprensa", distribuído com este manual.


TEXTO 1 - NOTA BIOGRÁFICA SOBRE GALILEU

No texto seguinte apresenta-se um resumo da vida e obra de Galileu, que contém um erro muito divulgado: o de que Galileu teria efectuado experiências de queda de graves do alto da Torre de Pisa.

Físico e astrónomo italiano, de seu nome completo Galileu Galilei, um dos grandes fundadores da ciência moderna, nascido em Pisa a 15 de Novembro de 1564, morreu em Arcetri em 1642. Descendia de uma família florentina nobre, mas empobrecida. Por desejo do pai, músico e matemático de mérito, começou por se aplicar à Medicina e à Filosofia Aristotélica, então prevalecente, mas de cujos dogmas começou a descrer. Mais tarde, frequentando a Universidade de Pisa, dedicou-se ao estudo da Matemática e da Física. Aos dezoito anos fez uma das suas mais importantes descobertas. Observando na catedral de Pisa a oscilação de uma lâmpada, notou que qualquer que fosse a amplitude das oscilações, estas eram executadas em tempos iguais, conclusão a que chegou pela comparação do número das suas próprias pulsações com o movimento da lâmpada. A verificação experimental deste facto conduziu-o à importante descoberta do isocronismo do pêndulo, e concluiu daí que o pêndulo podia ser usado como instrumento da medida exacta do tempo. Mais tarde utilizou esta descoberta na construção de um relógio para estudos astrológicos.

Esta tendência para a construção mecânica e para a ciência experimental recebeu novo impulso das suas relações com um amigo do pai, Ostílio Riccio, que conveio em dar-lhe instrução sistemática em Matemática pura. Tal foi o entusiasmo de Galileu por estes novos estudos que o pai consentiu que abandonasse a Medicina para concentrar o seu esforço nas ciências preferidas. O primeiro fruto das suas investigações geométricas foi a invenção de uma balança hidrostática, que permitia determinar com grande exactidão o peso específico de corpos sólidos. Em 1589, tendo chegado a sua fama aos ouvidos do grão-duque da Toscana, foi nomeado professor de Matemática da Universidade de Pisa.

Por esse tempo voltou as suas atenções para o problema, então muito confusamente concebido, das leis do movimento dos corpos; e, em oposição às ideias aceitas e sugeridas pelo imediato testemunho dos sentidos, propôs o teorema de que todos os corpos caem com igual velocidade. Daí passou à descoberta das leis da queda, que verificou por meio de experimentações feitas do alto da torre inclinada de Pisa, com grande desgosto dos aristotélicos, cuja inimizade contra Galileu se tornou mais enérgica. Em consequência dela renunciou à sua cátedra de Pisa e retirou-se para Pádua, onde, em 1592, aceitou o convite do Senado veneziano para ensinar Matemática na Universidade durante seis anos. Este contrato para Pádua foi eventualmente prolongado até ao termo de dezoito anos; mas tão intenso era o seu desejo de regressar à cidade natal que buscou uma reintegração no posto de Pisa. Durante a estância em Pádua, as suas lições obtiveram extraordinário êxito de popularidade; os ouvintes acorriam de todos os pontos da Europa, e foi aí o primeiro a adoptar a língua italiana na instrução científica.

Entre as suas várias descobertas convém salientar a de uma espécie de termómetro, a de um compasso proporcional, e, como a mais importante de todas, a construção de um telescópio de refracção para a investigação astronómica. Usando este instrumento, concluiu que a Lua era, não uma esfera lisa e com luz própria, mas um corpo com montanhas e vales e que devia a sua iluminação à reflexão; admitiu que a Via Láctea era um conjunto de numerosíssimas estrelas; e estas descobertas foram coroadas por uma série de observações ainda mais importantes, que levaram à descoberta dos quatro satélites de Júpiter na noite de 7 de Janeiro de 1610. Foi também o primeiro a notar manchas móveis no Sol, de onde concluiu a rotação do astro.

Regressou em 1610 à Toscana, onde renovadas disputas com os aristotélicos lhe perturbaram e azedaram a existência. Em 1611 visitou Roma, onde foi recebido com grandes distinções e admitido na Academia dos Linces; porém, quatro anos mais tarde, por ocasião de uma segunda visita, as coisas decorreram de maneira muito diversa, porque já então, na obra sobre as manchas do Sol, abertamente defendera a teoria coperniciana, o que lhe valeu fama de adepto de ideias heréticas. Pensou em pedir que se fizesse em Roma uma investigação experimental sobre o problema; mas o grão-duque, temendo perigos inquisitoriais para o seu protegido, mandou-o regressar à Toscana. Ao mesmo tempo o Papa, por intercessão do famoso cardeal Belarmino, amigo sincero de Galileu, ordenou-lhe que se abstivesse de qualquer futura defesa de doutrinas heréticas. Algum tempo depois escreveu Galileu a sua famosíssima obra em forma de colóquio entre três interlocutores fictícios, um deles defensor do sistema coperniciano, outro advogado do ptolomaico, e o terceiro uma personagem satírica que começa por concordar com o ptolomaico mas que acaba quase sempre por se deixar convencer pelo coperniciano. Em 1630 Galileu conseguiu obter o imprimatur papal, que foi subsequentemente revogado; mas, tendo conseguido análoga autorização em Florença, publicou em 1632 a sua exposição sob o título de Dialogo dei due maximi sistemi del mundo. Mal saída, a obra caíu sob a jurisdição da Inquisição.Convenceram o Papa Urbano VIII, ex-cardeal Barberini, até então amigo de Galileu de que este o satirizara na obra sob o nome de Simplício. A 23/IX/1632, Galileu foi mandado comparecer pela segunda vez perante a Inquisição. Durante o prolongado julgamento permitiram-lhe que residisse como prisioneiro em casa do embaixador da Toscana. Os juízes condenaram-no a abjurar a sua teoria científica, o que ele fez. Não chegaram a torturá-lo, mas ameaçaram-no com a tortura. Foi sentenciado pela Inquisição a prisão indefinida. Esta condenação foi pouco depois comutada pelo Papa Urbano, a pedido de Fernando da Toscana, em licença para viver em Siena, e finalmente em Florença.

Faleceu com 68 anos e foi sepultado, por ordem ducal, na catedral de Santa Croce. A parte mais substancial da sua obra foram as suas contribuições para o estabelecimento da mecânica como ciência, e o seu método peculiar foi a combinação da experimentação com o cálculo.

GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA, Editorial Enciclopédia e Lda, Lisboa e Rio de Janeiro (ligeiramente adaptado)

Descrição das figuras incluídas neste texto:

Fig. 1 - Desenhos de Saturno feitos no século XVII.

Fig. 2 - Dois dos primeiros desenhos da Lua feitos por Galileu (da sua obra Siderius Nuncius, em português O Mensageiro das Estrelas)

Fig. 3 - Desenhos de Galileu dos satélites de Júpiter retirados da primeira edição de Siderius Nuncius


NOTA: Os Textos de Apoio2 e 3 não estão disponíveis na versão html. Contacte o Projecto Softciências para ter acesso a um exemplar em papel.

 
 
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